segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

E se me achar esquisita , respeite também.
Até eu fui obrigada a me respeitar .

                                           (Clarice Lispector)

sábado, 5 de fevereiro de 2011

u.u

a cada ato que me atinge, surge uma grave conseqüência .
não pense que deixarei de lado o que você fez , apenas me aguarde ;@

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

A cura é possível . Esquecer , não é deixar de sofrer . A transformação evolui o ser .

“A dor de esquecer um fato, paixão ou pessoa importante, mas inadequada.”
 
Tenho tentando entender esse universo paralelo. E a boa notícia é: As pessoas se curam! Não ficam feito novela e filme não; amargando uma paixão para o resto da vida. Como já disse antes esse tipo de coisa é muito interessante para ler num livro, acompanhar numa novela ou filme, mas para viver...

Falando em filme tem até um que fala disso “Brilho eterno de uma mente sem lembranças”. No qual um médico inventa um remédio para que o mocinho esqueça, literalmente, de um grande amor que não funcionava bem. Mas mesmo assim o "negócio" fica lá criando problemas.

Então eu sugiro que não se esqueça! Deu medo? Fique não! Esquecer cria problemas, porque o máximo que podemos fazer é colocar numa gaveta inacessível, que não vemos, mas sentimos, igual ao rapaz do filme. Freud escreveu muito sobre isso. Afinal as mulheres que ele tratou, usavam esse recurso com os eventos muito dolorosos. Ele chamou de recalque, que no meu entender é esconder, mal escondido, algo dolorido.

Pois bem, minha sugestão é: Transforme a lembrança! Você não precisa esconder nada de si mesmo, é melhor modificar a forma como vê esta situação. Eu chamo a técnica que inventei para curar paixão de “desligar os aparelhos da paixão em coma”. Se você prestar bem atenção esse “amor” já está mais pra lá do que para cá. O que precisamos fazer é ir desligando, fio por fio, do que o mantém vivo. Vamos aos poucos transformando essa paixão em outro sentimento, até a pessoa ver esse outro apenas como alguém a quem nos afeiçoamos um dia. Isso leva tempo é claro. Em torno de doze a dezoito meses, mas é possível.

O principal é você saber que a paixão é curável, ela nasceu então pode morrer, como tudo aqui nesta dimensão. Se ela não morre é porque você a alimenta de algum modo, talvez por medo ou, na maioria das vezes, por acreditar que só pode sentir tal coisa um única vez na vida e se deixar isso morrer ficará seco para sempre. Vou lhe dizer: Isso é mentira! Você foi programada pela natureza para sentir isso mais de uma vez e com mais de uma pessoa, se não fosse assim não teríamos tantos problemas com traição.

Meu conselho é: Deixe o romantismo de lado! Ele só fica bem em livros, novelas e filmes.

domingo, 30 de janeiro de 2011

A tal da "vida" .

Eu sempre penso que essa palavra significa tudo que se movimenta e cria, e é a única coisa indestrutível que conheço, pela sua capacidade de regeneração e transformação. É infinita e sem começo. É cíclica e eterna.

Falamos muito dela, dizemos que a amamos e nos apegamos a ela. Também a xingamos, dizemos que é dura e a amaldiçoamos. Às vezes queremos deixá-la, mas só quando as coisas não vão do jeito que queremos. Outras vezes nos grudamos nela, gerando sofrimento, para a gente e para quem está perto.

A vida não é individual, nossa existência não a resume. Ela é palco, nós os personagens. Nós variamos o palco permanece. E acolhe tudo, desde dramas até comédias pastelão. Passando pelo suspense e terror.

É um mistério, não sabemos por que é só temos consciência que existimos... Será que existimos mesmo? Bom, mas não sabemos por que nem prá que. Vamos soltos por aí, apenas existindo e tentando loucamente arrumar sentido para tudo. Mas o fato é que o tempo de nossa existência é curto, não dá para compreender e seguimos perdidos dentro do insondável mistério que a vida é. Que se movimenta, cria, destrói, mas é indestrutível...

Crônica de um fim de namoro .

Eu,ingenuamente, imaginava o término de um namoro como algo semelhante ao tsunami, mas não: está mais para uma chuvinha ali no Aricanduva. Alaga, arrasta os móveis, suja o chão, deixa a sensação de tudo perdido, mas, com o tempo, é tudo reconstruído para o próximo temporal.

Acabar um relacionamento, meu caro amigo, tem três fases, na minha humilde (e não muito experiente) opinião: o período da “Fossa Generalizada”, o “Foda-se” e o da “Triste Solidão”. Explico:

Fossa Generalizada: é aquele estágio logo após o desastre. Você acabou de terminar o namoro e tudo te lembra a pessoa: o tênis verde que vocês compraram juntos, os momentos felizes naquele parquinho de diversão, algum filme romântico do Kevin Costner etc. Qualquer coisa, mesmo sem relação alguma com o namoro. É nessa fase que você pensa em se matar, se jogar na frente do metrô, cortar os pulsos, entrar na câmara de gás. Mas o pior é que a vontade de se matar não é tão simples: o suicídio deve acontecer na frente da pessoa que te abandonou, para ela ver como você está sofrendo. Porra!

Foda-se: o nome já diz tudo. Ela não me quer: foda-se. Ela arranjou outro: foda-se. Foda-se a família dela. Foda-se os amigos dela, os planos. Foda-se tudo e todos. Ela nem era tão bonita assim, tinha aquelas espinhas horríveis. Eu vou embora comprar um hambúrguer, isso sim. Eu encontro outra, cara. Existem três bilhões de mulheres no mundo. Quem ela pensa que é? Foda-se!

Triste Solidão: é quando você se dá conta que acabou mesmo: a pessoa não vai voltar, vocês não vão se ver mais, nem conversar. É o fim, cara. Aì bate a solidão. Ah, era tão bom namorar, curtir juntos... agora eu estou aqui sozinho, olhando para o computador, ouvindo Los Hermanos sem ninguém para cantar comigo. E nesse momento você percebe as pessoas te olhando e comentando: “Olha lá, não é aquele garoto que terminou o namoro?”.


Depois desses estágios você já estará livre para encontrar um novo amor, uma nova paixão arrebatadora, alguém com quem dividir a escova de dentes. Mas, infelizmente, tudo isso vai acabar também, te deixando deprimido, fodido e triste. A vida é assim mesmo.

Leandro Machado de Souza.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Mas não esqueça que tudo que vai, volta , e tu ainda vai ter o teu .
fonte : Versos simples.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

   O homem é dono do que cala e escravo do que fala.
Quando Pedro me fala sobre Paulo, sei mais de Pedro que de Paulo.

" Sigmund Freud " .